O maior risco do BRICS para os EUA não é econômico e político.
Se países começam a negociar energia, tecnologia e infraestrutura fora do sistema financeiro americano, o dólar perde espaço como moeda de referência. Isso reduz a capacidade dos EUA de aplicar sanções, financiar alianças e atrair investimentos globais. Menos dólar circulando significa menos influência sobre decisões de outros governos.
E quando países deixam de depender de Washington para crédito, segurança ou acesso a mercados, eles ganham liberdade para contrariar interesses americanos sem sofrer consequências imediatas.
O resultado é silencioso, mas profundo: menos previsibilidade, menos acesso, menos capacidade de moldar o comportamento de aliados.
Em geopolítica, o poder não está só em armas. Está na dependência que os outros têm de você.
E é exatamente essa dependência que o BRICS tenta romper.







