O Farewell Dossier é lembrado como um dos maiores casos de espionagem externa da Guerra Fria.
Mas ele só foi possível por uma falha interna de contrainteligência.
Vladimir Vetrov não explorou uma brecha tecnológica. Explorou vulnerabilidades organizacionais previsíveis.
Entre elas:
acesso amplo e contínuo sem revisão proporcional ausência de monitoramento comportamental estagnação profissional prolongada percepção de injustiça na promoção e no reconhecimento confiança excessiva no processo, não nas pessoas
Em contrainteligência, o problema pode não vir do inimigo externo. É preciso olhar para dentro e identificar fatores de risco, entre eles, quem perdeu o vínculo, mas mantém acesso crítico.
Estados aprendem isso tarde. Empresas também.
A função da contrainteligência não é apenas bloquear ataques. É identificar, mapear e corrigir pontos de vulnerabilidade interna antes que alguém de dentro resolva explorá-los.
A maioria dos grandes vazamentos e sabotagens começa assim: acesso legítimo + motivação corroída + ausência de leitura humana.







