***Correção slide 7 - A China compra aprox. 70% do que o Irã produz de petróleo. E o Irã não produz 70% do que a China importa de Petróleo ***
Conflitos regionais só parecem regionais enquanto ainda estão sendo interpretados como batalhas territoriais. Quando um regime estruturante entra em risco, o efeito é sistêmico. A função real de certos Estados é organizar o comportamento de outros atores ao redor. Ao desaparecer esse centro de gravidade, a violência tende a descentralizar. Sai o confronto previsível entre governos e entra a competição difusa entre redes armadas, cada uma operando com autonomia tática e objetivos próprios.
Por isso, mudanças de regime raramente produzem estabilidade imediata. Produzem um período de indeterminação estratégica. A dissuasão deixa de funcionar porque não há mais um decisor único capaz de calcular custo-benefício coletivo. A lógica passa do cálculo racional para a iniciativa oportunista.
Ao mesmo tempo, potências externas reagem ao espaço estratégico que é aberto. A redistribuição de atenção militar, rotas comerciais e dependências energéticas altera prioridades globais.
Cada governo médio observa o resultado e recalcula seu limiar de vulnerabilidade. A conclusão tende a ser pragmática, pois as garantias diplomáticas variam, mas a capacidade de retaliação não. É assim que conflitos locais aceleram corridas estratégicas por aprendizado.







