O MiG-21 era o ativo mais sensível do bloco soviético naquele momento. Israel não tinha como acessar aquilo por meios técnicos.
Então buscaram um caminho que julgaram mais simples, recrutar alguém que já tivesse acesso.
Munir Redfa não era um piloto competente, inserido em um sistema que não confiava nele. Esse detalhe é o centro da operação.
Recrutamento nasceu de um desalinhamento interno que foi identificado. Quando o indivíduo percebe que o sistema não entrega o que prometeu — reconhecimento, segurança, pertencimento — ele começa a considerar alternativas.
O Mossad entrou exatamente aí. Trabalhou o entorno, garantiu a saída da família e eliminou o principal freio da decisão.
O voo foi a parte fácil.
O difícil foi identificar o homem certo, no momento certo, com a motivação certa.
Isso é HUMINT.







