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Engenharia Social

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Em 2017, no movimentado aeroporto de Kuala Lumpur, um crime de espionagem digno de filme aconteceu diante das câmeras de segurança. A vítima?

Publicado em Atualizado em 2 min de leitura
Em 2017, no movimentado aeroporto de Kuala Lumpur, um crime de espionagem digno de filme aconteceu diante das câmeras de segurança.
Em 2017, no movimentado aeroporto de Kuala Lumpur, um crime de espionagem digno de filme aconteceu diante das câmeras de segurança.

Em 2017, no movimentado aeroporto de Kuala Lumpur, um crime de espionagem digno de filme aconteceu diante das câmeras de segurança. A vítima? Kim Jong-nam, meio-irmão mais velho de Kim Jong-un.

Por anos, ele viveu no exílio entre Macau, China e Malásia. Crítico do regime norte-coreano e visto como possível rival político, era uma ameaça real à estabilidade de Kim Jong-un. Documentos posteriores mostraram que ele também mantinha contatos com a CIA, algo que aumentava ainda mais a percepção de perigo em Pyongyang.

Para eliminá-lo, não usaram espiões armados, mas sim um plano de engenharia social.

Duas mulheres comuns, Siti Aisyah (indonésia) e Đoàn Thị Hương (vietnamita), acreditavam que participavam de um programa de pegadinhas de TV. Foram abordadas, recrutadas e treinadas para realizar brincadeiras simples: aplicar loções em desconhecidos em shoppings e aeroportos, enquanto eram filmadas.

Elas repetiram o ato várias vezes, sempre com substâncias inofensivas. Riam, as vítimas riam. Tudo parecia divertido.

Mas essa repetição foi a chave da manipulação: > Normalizaram o comportamento para que o gesto fosse automático. > Criaram confiança de que era apenas entretenimento. > Esconderam a intenção real atrás de um disfarce inocente.

No dia 13 de fevereiro de 2017, no aeroporto de Kuala Lumpur, elas repetiram a "pegadinha". Só que, dessa vez, o frasco continha VX, um agente nervoso letal.

Em 20 minutos, Kim Jong-nam estava morto.

As mulheres foram presas, mas logo ficou claro: também eram vítimas. Tinham sido manipuladas como ferramentas descartáveis de um plano frio e calculado.

Esse caso mostra a essência da engenharia social: explorar confiança, induzir comportamentos e transformar inocentes em executores de um assassinato sem que percebam.

E você: acredita que esse crime foi uma engenharia social perfeita ou um risco enorme que poderia ter dado errado?

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