Mundo da HUMINTAssine

Geopolítica e Inteligência

Durante a Segunda Guerra Mundial, Juan Pujol García decidiu agir contra a Alemanha, sozinho.

Sem treinamento, sem apoio e sem armas. Sua ferramenta seria a mentira. Ignorado pelos britânicos, ele se ofereceu como informante para a Alemanha.

Publicado em Atualizado em 2 min de leitura
Durante a Segunda Guerra Mundial, Juan Pujol García decidiu agir contra a Alemanha, sozinho. Sem treinamento, sem apoio e sem armas.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Juan Pujol García decidiu agir contra a Alemanha, sozinho. Sem treinamento, sem apoio e sem armas.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Juan Pujol García decidiu agir contra a Alemanha, sozinho.

Sem treinamento, sem apoio e sem armas. Sua ferramenta seria a mentira.

Ignorado pelos britânicos, ele se ofereceu como informante para a Alemanha. Os alemães aceitaram — e assim nasceu o codinome "Arabel".

Pujol enviava relatórios falsos, mas com detalhes incrivelmente verossímeis. Ele usava jornais locais, mapas públicos e até horários de trem para construir narrativas que pareciam impossíveis de inventar.

Cada mensagem continha pequenas verdades verificáveis: previsão do tempo, atraso em um ferry, mudança no itinerário de um comboio. Esses detalhes triviais tornavam todo o resto — suas conclusões falsas — totalmente críveis.

Para sustentar a farsa, criou uma rede de 27 espiões fictícios: marinheiros, diplomatas, jornalistas, secretárias. Descreveu cada um com rotina, temperamento e forma de comunicação. A Abwehr, serviço de inteligência alemão, acreditou em tudo — e pagava salários mensais a pessoas que não existiam.

Quando o MI5 britânico percebeu que havia um "grande agente alemão" atuando em Londres, descobriram que ele morava, na verdade, em Lisboa. E o transformaram em agente duplo.

Foi então que recebeu o codinome "Garbo", em homenagem à atriz Greta Garbo, símbolo de mistério e perfeição dramática. Assim como ela fingia papéis com maestria no cinema, Juan Pujol interpretava personagens na guerra com a mesma naturalidade.

Sob o nome Garbo, passou a trabalhar para o MI5 — e seu maior golpe viria em 1944.

Às vésperas do Dia D, Garbo convenceu o alto comando alemão de que o ataque à Normandia seria apenas uma distração, e que o verdadeiro desembarque aconteceria em Pas-de-Calais.

Ele manteve a farsa por meses, enviando relatórios consistentes e graduais que reforçavam a narrativa falsa. Quando o desembarque real começou, Garbo enviou uma mensagem dizendo que não conseguira avisar a tempo — e isso aumentou ainda mais sua credibilidade.

a Alemanha manteve tropas paradas em Calais por sete semanas, esperando um ataque que nunca viria. Quando perceberam o erro, os Aliados já haviam consolidado a invasão.

Post original

Veja a publicação que originou este artigo.

O link abre o post respectivo no Instagram, preservando a fonte original do acervo.

Abrir post no Instagram

Membro VIP

Aprofunde sua leitura com a assinatura do Mundo da HUMINT.

Entre para a área de membros e acompanhe análises, aulas e estudos exclusivos sobre inteligência humana aplicada.

Virar membro VIP