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Geopolítica e Inteligência

Nos últimos anos, os Estados Unidos vêm reclassificando organizações criminosas como...

Nos últimos anos, os Estados Unidos vêm reclassificando organizações criminosas como terrorist.

Publicado em Atualizado em 2 min de leitura
Nos últimos anos, os Estados Unidos vêm reclassificando organizações criminosas como terrorist.
Nos últimos anos, os Estados Unidos vêm reclassificando organizações criminosas como terrorist.

Nos últimos anos, os Estados Unidos vêm reclassificando organizações criminosas como terrorist.

O movimento começou de forma silenciosa — mas tem crescido em ritmo acelerado.

▪️ México: diversos cartéis de drogas já foram incluídos em listas de terror.

▪️ Venezuela: o Tren de Aragua, grupo de origem prisional, agora é tratado como ameaça à segurança nacional americana.

▪️ Equador: facções como Los Lobos e Los Choneros entraram na mira após o país mergulhar em violência.

▪️ Colômbia: o ELN, tradicionalmente guerrilheiro, foi reclassificado dentro do eixo "narco-terrorist@".

▪️ El Salvador: as gangues MS-13 e Barrio 18 passaram a constar em programas de contraterrorismo.

À primeira vista, parece uma medida justa — afinal, quem poderia se opor ao combate ao terrorism0?

Mas, por trás da narrativa, existe uma mudança estratégica profunda: quando uma organização é classificada como "terrorist@", ela sai do domínio jurídico do crime e entra no domínio militar e de inteligência.

Nesse novo campo, as regras são outras. Não há o mesmo controle judicial, nem transparência pública.

Agências como a CIA e a NSA passam a poder atuar sob o pretexto de "segurança nacional" — o que inclui interceptações de comunicações, espionagem cibernética, recrutamento de fontes e até operações clandestinas em território estrangeiro, sem a ciência ou autorização do governo local.

Se o Brasil aderir à retórica de que o PCC ou o Comando Vermelho são "terrorist", essa classificação abre a porta legal para que o mesmo arcabouço seja aplicado aqui — permitindo que inteligência americana opere no país, com base no mesmo princípio usado no Oriente Médio.

Tudo isso sob a desculpa do combate ao terrorism0.

A diferença é simples, mas fundamental: o crime organizado é combatido sob o império da lei com mandado judicial, rastreabilidade e controle institucional.

O terrorism0, por outro lado, é combatido como guerra. E em guerra, aceita-se o que se chama de "efeitos colaterais".

A verdadeira força de um país não está em copiar a doutrina dos outros, mas em aprimorar suas próprias leis, endurecendo o combate ao crime sem perder o controle sobre quem combate.

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