Durante muito tempo, a espionagem foi associada apenas a Estados, agências e conflitos militares. Mas no século XXI, empresas se tornaram alvos estratégicos e, em muitos casos, instrumentos indiretos de poder nacional.
A estratégia chinesa não depende apenas de hackers ou roubo explícito de segredos industriais. Ela explora zonas cinzentas: cooperação acadêmica, joint ventures, transferência forçada de tecnologia, mobilidade de talentos e relacionamentos humanos difíceis de enquadrar juridicamente.
O erro do Ocidente foi tratar isso como problema comercial. Sempre foi geopolítico.
Em um ambiente onde economia, segurança e tecnologia se fundem, pensar como inteligência deixou de ser opção e virou requisito de sobrevivência.







